Acordei pela manhã e ainda faltavam alguns minutos para às sete, aproveitei para permanecer deitada por mais algum tempo. Após alguns instantes, resolvi descer. Haviam passado apenas alguns minutos mas, mesmo assim ao descer as escadas encontrei a carta que era passada por debaixo da porta todas as manhãs.
A peguei a comecei a lê-la:
Garota,
Eu sinto muito tê-la decepcionado, mas eu vejo isso em seus olhos, porque eu sou um tolo que você escolheu para amar...
Mas eu estou aqui te pedindo mais um chance: Podemos nos apaixonar mais um vez?
Porque eu sei que se você se afastar eu vou perder a minha força, pois não há mais ninguém...
Podemos tentar mais uma vez? Para fazer tudo melhorar!
PORQUE TEM QUE SER VOCÊ.
Pois quando você fala de mim, eu não me lembro de que eu era.
E EU sei que você está prestes a romper com tudo o que você já acreditou!
Mas não se afaste, eu sei que se você o fizer eu irei desaparecer. Tem que ser você, SÓ VOCÊ.
- Harry,
Xx.
E foi só quando terminei de ler, que reparei no numero 22 escrito em vermelho na frente do envelope e por algum motivo, eu sabia, que aquela seria a ultima carta que ele me enviaria.
Mas, eu estava com o pressentimento de que se eu abrisse a porta, o encontraria, ali, sentado em meu gramado apenas observando a rua, perdido em seus pensamentos e quando eu o chamasse, tirando de seus devaneios, ele se viraria e seus olhos brilhariam, como ele sempre fazia quando chamada por seu nome.
Porém, eu não iria abrir a porta, muito menos responder a carta. A nossa história... bem, eu não sei onde começou, ou se houve algum inicio, mas sei onde terminou!
Eu apenas fui até a cozinha e guardei a carta na gaveta aonde estavam as outras 21 cartas e a deixei lá. E me dirigi de volta para o quarto, pois eu sabia, que ele não desmoronaria.
- Por: Brunna Andretta.
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